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Intolerante fala sobre o Lançamento do Sétimo Tendencies Rock Festival

17/03/2010

POR www.revistaintolerante.blogspot.com

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À noite, a chuva caiu sobre a cidade. Então, o Tendencies Music Bar até que concentrou um número bom de pessoas para a situação, contudo, se acomodaram preguisosamente nas cadeiras no estilo PUB fundo de quintal. Bom, aí, a banda que ia abrir não veio, eu tava de boa curtindo a moçada que não via a um tempo, nunca fui muito grilado com esse negocio de horário de show não, desde que aconteça, e aconteceu e foi desta forma:

Primeira banda, Poetas do Caos. O cara se matando lá com o chocalho de cabeça dele e o povão pegando no sono. Uns poucos na frente dando aquela velha força, mas no demais, tédio total, mas a apresentação foi boa.

A banda Poetas do Caos, na verdade eu conversava com alguém e dizia o que falei quando fiz a matéria deles aqui no blog ano passado. Quando falei disse que eles tinham tudo para se firmar historicamente já na historia da musica palmitocitiana e foi o que aconteceu, estão firmados, agora é só não ficar brincando de trocar de membros por que ai todo mundo já sabe no que dá no final.

Boddah Diciro, segunda banda. A comparação que faço com a apresentação desta banda na noite foi a de quatros pequenos esquilos tentando puxar um caminhão trucado de nozes pra cima de um pinheiro. Pois foi, o pessoal tava mesmo com vontade de tocar, mas como o povo por aqui dorme se chover, já tava meio tipo assim anestesiado pela brisa da noite.

Aí o guitarra e meio-vocal da banda pirou o cabeção. Por que depois da menina cantora fazer bonito nos flangers, delays, trêmulos e pegada boa e o guitarrista pular do palco com a guitarra, tocando no meio do povo, não dava pra ter outra sensação senão a de falta de respeito mesmo. Ouve vários apelos do cara no estilo culto da Assembléia de Deus: Levantem irmãos o Senhor está no nosso meio! Só que neste caso o apelo era para a adoração ao rock. Para a veneração da chance que poucos conseguem dar a construção do cenário que já não era mais nem pra ta rolando isso. Tipo, se sai na chuva e vai pro maldito show de rock que seja pra cultuar a porra e não ficar pintando os olhos de preto, usando roupa preta com estampa ultrapassada de banda de rock e ficar sentando bebendo Brahma Fresh e ficar arrotando na frente de quem ta se matando pra fazer bem lá na frente.

A última atitude do guitarrista da Boddah foi despachar a guitarra bonitona no chão com força mesmo como sinal de indignação pela falta de consideração. (pelo menos é o que eu penso, talvez foi um fechamento do show apenas)

Bom, por último veio a banda Mata Burro com o Bento cantando junto com o Ítalo e falando sobre as questões pessoais que lhe ocorreram nestes últimos dias. Foi só ai que os chuta chuta, empurra empurra se levantaram e se enlaçaram numa pequena roda erótica de machos brutos querendo dar o murro mais forte.

Algumas considerações finais da minha parte:

Foi valida a cólera do guitarrista da banda Boddah. Na verdade, nas vezes que tive banda, aqui e fora daqui, eu deixava de tocar em certos eventos, preferia levar fama de metido e narcisista do que me matar em uma porra de uma festa onde quem vai pagar o pau sou eu. Por que se você não sabe, as pessoas que acabam a festa por prazer hediondo ainda saem dizendo que foi horrível a apresentação da banda e isso vira fama, por que o povo fica tudo passando de boca em boca que O SHOW DE ONTEM FOI UMA LÁSTIMA. Quer dizer, as vezes pra manter o nome limpo na praça melhor é não ir mesmo.

Segundo, a banda que toca também precisa entender que existem noites de Vudus. Tipo namoro em começo de carreira, tem dias que o bicho pega na salinha da casa da mina, mas tem dias que não adianta, não vai dar rock. Ontem não tava dando. Quando eu cheguei já falei pra menina do meu lado: “Olha a bosta que isso vai dar! Que diabos esse povo faz ai sentando parece que ta em um culto!”.

Terceiro, bem fez foi a primeira banda vazar fora!

E quarto, eu gostei das apresentações, as três bandas fizeram um show muito bom e devem manter isso na cabeça, que se apresentaram muito bem e estão mesmo no ponto de deixar a cozinha do rock em Palmito City em boas mãos, quanto ao público, logo com a sustentação de um cenário bem construído vão tudo pro Choppleque e logo vem uma leva de gente que aprende a respeitar um som de qualidade.

Parabéns as bandas e façam como os velhos dizem: “Comam o peixe e tirem as espinhas!”.

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